O Capítulo conhecido como
Os Cento e Sessenta e Nove Gritos de
Adoração e da sua Unidade
Eu adoro a Ti pelos Cento e Sessenta e Nove gritos de Adoração e pela sua Unidade.
Ó Tu Dragão-príncipe do ar, que estás embebedado pelo sangue dos pores-do-sol! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu Unicórnio da tempestade, que estás elevado acima do ar púrpura! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu espada flamejante da paixão, que estás abrandado na bigorna da carne! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu lamacenta luxúria do túmulo, que estás enrolada nas raízes da árvore! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu esfumaçada espada de chama, que estás enterrada nas entranhas da terra! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu perfumado bosque de videiras selvagens que és pisoteado pelos brancos pés do amor! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu dourado feixe de desejos, que estás atado por um belo filete de papoulas! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu fundido cometa de ouro, que és visto através do cristal do Espaço do mago! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu aguda música do eunuco, que és ouvida por detrás da cortina da vergonha! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu brilhante estrela da manhã, que és posta entre os seiso da noite! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu descoberto olho do mundo, que és visto através do véu de safira do espaço! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu sorridente boca da aurora, que estás liberada do riso da noite! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu ofuscante ponto-estelar da esperança, que queimaste sobre os oceanos do desespero! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu desnuda virgem do amor, que és capturada numa rede de rosas selvagens! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
O tú pequena torre de ferro da morte, que estás enferrujada com o brilhante sangue da morte! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu borbulhante cálice de vinho da alegria, que espumejas como o caudeirão do assassinato! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu, gélida pegada da lua, que estás traçada nas veias da ônix! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu frenético caçador do amor, que és assassinado pelos tortos chifres da luxúria! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu congelado livro dos mares, que estás engravado pelas espadas do sol! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu relampejante opala de luz, que estás envolta nos robes do arco-íris! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu púrpura névoa das colinas, que escondeste pastores da libertina lua! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu suave lamento de moças desfalecentes, que és capturado nos fortes choros do amor! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu passageiro sorriso de deleite, que fugiste com os golpes de lança da aurora! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu dourado vinho do sol, que estás derramado sobre os escuros seios da noite! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu fragância de doces flores, que estás flutuando sobre os campos azuis do ar! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu poderoso baluarte da fé, que resististe à todas as brechas da dúvida! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu chifre de prata da lua, que feriste o rubro flanco da manhã! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu cinzenta glória do crepúsculo, que és o hermafrodita triunfante! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu sedenta boca do vento, que estás enlouquecida pela espuma do mar! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu cama de desejos de pétalas-de-rosa, que estás dobrada pela vinha e o abeto! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu pássaro-doce rio de Amor, que piaste sobre as ásperas gostosuras da Vida! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu dourada rede de estrelas, que és cingida pelos seios frios da Noite! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu louco redemoinho de riso, que és complicado nas selvagens travas da tolice! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu branca mão da Criação, que seguraste a cabeça agonizante da Morte! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu púrpura língua do Crepúsculo, que lambes o reluzente leite do Dia! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu raio da Ciência, que flamejaste das núvens escuras da Magia! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu rosa rubra da Manhã, que brilhaste no âmago da Noite! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu flamejante globo de Glória, que estás pego nos braços do sol! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu seta prateada da esperança, que és atirada do arco do arco-íris! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu estrelada virgem da Noite, que és tensionada aos braços da manhã! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu soldado armado de espada da vida, que és sugado pela areia movediça da morte! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu sopro bronzeado do trompete, que rolas sobre lanças revestidas de esmeralda! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu névoa opala do mar, que és sugada pelos raios do sol! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu verme rubro da formação, que estás erguido pela branca flor do amor! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu poderosa bigorna do Tempo, que derramaste as brilhantes chispas da vida! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu cobra vermelha do desejo, que estás desencapada pelas mãos das meninas! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu encurvada onda de alegria, de quem os dedos acariciam os membros do mundo! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu águia esmeralda da Verdade, que estás assentado sobre a vasta árvore da vida! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu solitária águia da noite, que bebeste dos úmidos lábios da lua! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu filha selvagem do Caos, que és arrebatada pelo forte filho da lei! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu fantasmagórica noite de terror, que és abatida no sangue da aurora! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu néctar-de-papoula do sono, que estás enroscado no tranquílo útero do repouso! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu ardente raptura de meninas, que brincas no por-do-sol da paixão! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu fundido oceano de estrelas, que és uma coroa para a fronte do dia! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu pequeno riacho nas colinas, como uma víbora entre os seios de uma menina! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu poderoso carvalho da magia, que estás enraizado na montanha da vida! Eu Te adoro, Evoé! Eu te adoro, IAO!
Ó Tu cintilante rede de pérolas, que estás tecida das ondas pela lua! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu promíscua lâmina da espada da vida, que estás embainhada pela prostituta chamada morte! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu espírito trajado-de-névoa da primavera, que estás desnudo pelas mãos do vento! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu doce perfume do desejo, que estás flutuante pelos vales do amor! Eu Te adoro, Evoé! Eu te adoro, IAO!
Ó Tu cintilante cálice de vinho da luz, de quem o espumar é o sangue do coração das estrelas, Eu Te adoro, Evoé! Eu te adoro, IAO!
Ó Tu espada prateada da loucura, que foi forjada através da pilha da vida! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu encapada águia da noite, que estás farta nas entranhas do dia! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu arco pérola-cinza do mundo, de quem a pedra angular é o êxtase do homem! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu rede sedosa de movimento, que estás soprada através dos átomos da matéria! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu precipitadamente aspergido limiar da alegria, que és perdido nas areias movediças da razão! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu visão selvagem da Beleza, mas meio vista entre as cúspides da lua! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu núvem pérola do pôr-do-sol, que és capturada na mão de um assassino! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu rica nostalgia de repouso, que estás comprimida do botão da papoula! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu grande rocha de raptura, que levaste abaixo as montanhas da alegria! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu exalador dos ventos, que estás capturado nas redes de pesca da razão! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu peito púrpura da tempestade, que estás cicatrizado pelos dentes da iluminação! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu Pilar de espuma fosforescente, que Leviatã derramou das narinas! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu música da harpa da vida, que cantaste a perfeição da morte! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu velado feixe de estrelas, que estás enroscado nos cachos da noite! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu escudo luminescente do sol, como um disco arremessado pela mão do Espaço! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu lascivo grito de riso, que echoaste entre as tumbas da morte! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu infalível jarro de alegria, que estás cheio com as lágrimas dos caídos! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu ardente luxúria da lua, que estás trajada na névoa do oceano! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu medida única de todas as coisas, que estás barrado da grande ordem dos mundos! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu frágil virgem do Eden, que estás capturada pela morada do Inferno! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu escura floresta de maravilha, que estás enrolada numa dourada rede de orválho! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu torturado berro da tempestade, que estás envolto pelas folhas dos bosques! Eu te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu ofuscante opala de luz, que flamejas no crânio esfarelante do espaço! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu faca rubra da destruição, que estás embainhada nas entranhas da ordem! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu tempestoso-embriagado respirar dos ventos, que ofegas no peito das montanhas! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu sonoro síno do regozijo, que foi batido pelo martelo do innfortúnio! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu rosa rubra do pôr-do-sol, que feneceste no altar da noite! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu brilhante visão dos raios solares, que queimaste numa jarra de topázio! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu virgem lírio da noite, que brotaste entre os lábios de um cadáver! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu leme azul de destruição, que és alado com as luzes da loucura! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu voz dos altos mares, que tremeste no cinza do crepúsculo! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
O Tu desvelador do céu, de asas rubras como uma águia ao nascer-do-sol! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu enroscante língua de chama rubra, sedenta no mamilo da minha paixão! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu cavaleiro do sol, que esporaste os sangrentos flancos do vento! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu dançarina de unhas douradas, que destrançaste o cabelo estelar da noite! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu enlurada pérola de raptura, presa permanentemente na mão prateada da Aurora! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu libertina mãe do amor, que és senhora das crianças dos homens! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu fonte carmesim do sangue, que derramaste do coração da Criação! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu guerreiro olho do sol, que atiraste morte do berilino Abismo! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu caldo infernal de ódio da Bruxa, que ferveste no caudeirão branco do amor! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu Faixa de Luzes do Norte, que amarraste os cachos diabólicos da noite! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
O Tú rubra espada do Crepúsculo que estás enferrujada com o sangue do meio-dia! Eu Te adoro, Evoé! Eu te adoro, IAO!
Ó Tu sacrificador da Aurora, que vestes a casula do pôr-do-sol! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu olho injetado em sangue da iluminação, brilhando sob a fronte do trovão! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu sólida Coroa do Nada, que circundas a destruição dos mundos! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu sanguinário redemoinho de luxúria, que estás livrado pelo primeiro beijo de amor! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu maravilhoso cálice de luz, levantado pelas Ménades da Aurora! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu fecunda opala da morte, que faíscaste através do mar da madre-pérola! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu rosa carmesim da Aurora, que estás atada às travas obscuras da Noite! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu mamilo rosado do Ser, profundamente impulsionado na boca negra do Caos! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu vampira Rainha da Carne, enrolada como uma cobra em torno das gargantas dos homens! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu delicado ninho de penas de pomba, construído entre as garras de falcão da Noite! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu concubina da Matéria, ungida com o bálsamo de amor do Movimento! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu raio revestido de fogo da Manhã, que és atirado do arco-e-flecha da Noite! Eu Te adoro, Evoé! Eu te adoro, IAO!
Ó Tu frágil sino azul do Luar, que estás perdido nos jardins das Estrelas! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu alto mastro de naufragante Chaos, que estás coroado pela branca lâmpada do Cosmos! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu como-pérola pálpebra do Dia, que estás fechada pelo dedo da Noite! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu selvagem revolucionário das Colinas, empalidecendo sobre a palidez da Terra! Eu Te adoro, Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu enluarado pico de prazer, que estás coroado por línguas de víboras de chamas bifurcadas! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu lúpica cabeça dos ventos, que aterrorizas a branca-como-neve ovelha do inverno! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu ninfa coberta do orvalho da Aurora, que desfaleceste nos braços sátiros do Sol! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu louca morada de beijos, que estás iluminada pela gordura de inimigos assassinados! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu dormente luxúria da Tempestade, que és cheia de chamas como uma pedra repleta de fogo! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu suave orvalho da Noite, que estás embebedado pela neblina da Noite! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu ferido filho do Ocidente, que jorraste Teu sangue aos céus! Eu Te adoro, Evoé! Eu te adoro, IAO!
Ó Tu torre ardente do fogo, que estás eregida no centro dos mares! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu inostálgico orvalho, que estás úmido sobre os lábios da Manhã! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu crescente prata do amor, que queimaste sobre o leme escuro da Guerra! Eu Te adoro, Evoé! Eu te adoro, IAO!
Ó Tu carneiro branco como a neve da Aurora, que és assassinado pelo leão do meio-dia! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu ponta de lança carmesim da vida, que és golpeante às escuras vísceras do Tempo! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu negra calha da Morte, que rodopiaste, inundaste o alto navio da Vida! Eu te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu poderosa corrente de eventos que estás esticada entre Cosmos e Caos! Eu te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu elevante onda de luxúria, que estás amontoada pelos peitos lunares da juventude! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu serpente-coroa de luz verde, que estás enrolada ao redor da fronte da Morte! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu nostalgia carmesim da Vida, que estás derramado na jarra do Túmulo! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu Oceano sem ondas da Paz, que dormiste sob o coração selvagem do homem! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu rodopiante saia das estrelas, que estás envolvida em torno dos membros do AEthyr! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu cálice branco como neve do Amor, tu estás cheio das rubras luxúrias do Homem! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu fragante jardim da Alegria, firmado entre o peito da manhã! Eu Te adoro Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu fonte de Vida como pérola, que emanaste na côrte negra da Morte! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu cão de caça malhado da Noite, com teu focinho ao sabujo do Pôr-do-Sol! Eu te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu leprosa garra do demônio, que seduziste o bebê de seu casto berço! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu palavra assassina da lei, que estás escrita na ruína de terremotos! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu tremente seio da noite, que cintilaste com um rosário de luas! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu Santa Esfinge do renascimento, que contraíste no deserto negro da morte! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu diadema dos sóis, que estás amarrada desta rubra rede de mundos! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu capturado rio da lei, que derramaste o arcano da Vida! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu bruxelante língua do dia, que és sugada nos lábios azuis da Noite! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu Abelha Rainha da colméia dos Céus, que untaste tuas coxas com o mal do Inferno! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu dragão escarlate da chama, capturado na rede de uma aranha! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu mágico símbolo da luz, que estás congelado no livro negro do sangue! Eu Te adoro, Evoé, Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu envolta imagem da Morte, que estás escondida no caixão da alegria! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu rubro peito do pôr-do-sol, que ofegaste pela captura da Noite! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu serpente de malaquita, que regozijaste num deserto de turquesa! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu feroz redemoinho de paixão, que és sugado pela boca do sol! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu verde basílico do Inferno, que estás enrolado em torno do dedo do Destino! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu tremeluzente riso de fogo, que estás envolvido no coração das águas! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu gorila da nevasca do Ar, que arrancaste os cachos da Terra pelas raízes! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu celebrante do Espírito, que festejas no átrio da Matéria! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu Vampiro da Vida de lábios rubros, que drenas sangue do Monte negro da Morte! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu pequeno gracejo do Além, que és ouvido nas alamedas escuras do conhecimento! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu suavidade veranil de lábios, que brilha quente com a paixão escarlate! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu espuma de cor de pérola da uva, que estás manchada com as rosas do amor! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu frenética mão dos mares, que desenrolaste a Bandeira negra da Tempestade! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu envolto livro dos mortos, que estás selado com as sete almas do homem! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu retorcente frênezi de amor, que estás amarrado como as redes de chamas do Inferno! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu primordial anel de nascimento do pensamento, que circula o polegar da alma! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Ó Tu Cega chama do Nada, como uma coroa sobre minha fronte! Eu Te adoro, Evoé! Eu Te adoro, IAO!
Amen, e Amen de Amen, e Amen de Amen de Amen, e Amen de Amen de Amen de Amen.